Usina solar começa a funcionar no IFPR – Campus Ivaiporã

Reduzir gastos com energia elétrica e impactos ao meio ambiente. Os benefícios da implantação da usina solar no Instituto Federal do Paraná (IFPR) – Campus Ivaiporã não param por aí. A instalação também servirá de laboratório para estudantes dos cursos de Física e Eletrotécnica da Instituição.

Considerado, atualmente, o maior sistema de captação de energia solar do Vale do Ivaí, a usina é composta por 256 placas fotovoltaicas, com capacidade para gerar até 70 kWp. De acordo com o professor Thiago Queiroz Costa, um dos envolvidos com a fiscalização do contrato celebrado com a empresa responsável pela instalação da estrutura, os painéis utilizam o silício como material de base e convertem a radiação solar em energia elétrica.

Thiago explica que o sistema é interligado diretamente à rede da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). Estima-se que a energia produzida pela usina seja capaz de suprir aproximadamente 70% da necessidade de energia elétrica em dias letivos. Durante o período de férias escolares e em finais de semana, o excedente é contabilizado como crédito para Instituição por parte da concessionária. A economia representa aproximadamente 40 mil reais por ano na conta de luz do Campus.

“Instalada sobre o solo e ocupando uma área de aproximadamente 500 m², a usina também representa uma oportunidade para o desenvolvimento de atividades didáticas, já que os estudantes poderão ter contato com a estrutura para compreender a dinâmica de geração de energia por meio desse sistema e desenvolver estudos relacionados com suas respectivas áreas de formação. As atividades poderão ser realizadas tanto ao ar livre, como por meio do sistema de monitoramento online”, destaca Thiago.

De acordo com o professor Anacreone da Silva Souza, que também coordenou o processo de instalação da usina, o custo de instalação da estrutura foi de R$ 442 mil e tem garantia de 25 anos. Sobre os cuidados com manutenção, Anacreone destaca a limpeza dos módulos, que deverá ser realizada a cada seis meses para evitar que a sujeira acumulada diminua a eficiência do sistema. O professor ressalta que, só no mês de janeiro, a usina gerou 9840 kWh, praticamente toda a energia consumida pelo Campus durante o horário fora de ponta (das 22 h às 19 h, durante o horário brasileiro de verão).

 

Créditos fotos: Anacreone da Silva Souza

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