Prova Paraná é aplicada para mais de 1 milhão de alunos

A segunda edição da Prova Paraná será aplicada nesta terça-feira (11) nas redes de ensino estadual e municipais de 398 municípios. A estimativa é de que cerca de 1 milhão de alunos da rede estadual e 117 mil das redes municipais prestem o exame.

Essa edição vem com duas grandes novidades: a Prova Paraná Fluência e o aplicativo Corrige.

Voltada aos estudantes do 2° ano do Ensino Fundamental das redes municipais e estadual de ensino, a Prova Paraná Fluência tem como objetivo verificar a fluência de leitura das crianças em fase de alfabetização. O aplicativo Corrige possibilita a correção da prova em poucos segundos pelo celular.

Prova

A avaliação diagnóstica, tem como objetivo identificar as dificuldades e habilidades dos alunos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. A Prova Paraná é uma avaliação aplicada pela Secretaria de Estado da Educação e Esporte.

Baseados nos resultados da primeira edição, professores e gestores puderam traçar planos de ação não só com o intuito de melhorar o resultado das instituições, mas para engajar os estudantes a participarem. A primeira edição teve a participação de 435 mil alunos da rede estadual, realizada em março, mas a meta é alcançar ainda mais estudantes.

Tutoria pedagógica

Uma das ações desenvolvidas pela Secretaria da Educação a partir da primeira Prova Paraná se trata do Tutoria Pedagógica. Pelo projeto, técnicos dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) vão semanalmente às escolas, com objetivo de auxiliar os gestores a implementar ações e estratégias que contribuam com processo de ensino e aprendizagem, combater o abandono escolar e reduzir os índices de reprovação na rede estadual por meio do fortalecimento da gestão escolar e do trabalho pedagógico. E em relação aos direcionamentos para a Prova Paraná, a parceria entre os tutores e escolas tem sido bastante proveitosa.

Tutora Pedagógica do NRE da Área Metropolitana Norte, Neuza Wagatsuma percebeu que os professores das seis escolas onde atua têm se dedicado bastante a atividades ligadas à avaliação. Ela conta que a ideia não é que os professores deixem de lado o conteúdo programático para focar apenas na Prova Paraná, mas que haja uma integração entre o conteúdo da avaliação e o conteúdo normal das aulas.

“Os professores perceberam os pontos que precisam melhorar com os alunos, e estão comprometidos. As escolas, no geral, estão bem engajadas, cada uma com seus instrumentos. Se você oferta um conteúdo de qualidade, o resultado vai aparecer. Não queremos apenas os índices, mas a aprendizagem efetiva”, afirma Neuza.

O propósito da tutoria é propor trabalhos às equipes gestoras dos colégios, e não dizer exatamente o que deve ser feito. Para Evaldo Carlos da Silva, o projeto veio em bom momento. “Discutimos nossa pauta com a tutora, que nos auxilia. Temos nosso direcionamento interno, mas a tutora também opina. Muitas vezes, implementamos sugestões que vêm dela”, diz o diretor da Escola Estadual Humberto Alencar Castelo Branco.

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