Polícia prende acusada de matar trabalhador volante a pedradas

Paraná Centro

A Polícia Civil de Ivaiporã esclareceu, em menos de 24 horas, o assassinato do trabalhador volante Nelson Henrique Cassiano, 43 anos.  Ele foi encontrado morto, na noite da quinta-feira, dia 8 de setembro, caído em uma calçada na Rua Ceará, nas proximidades da Apae de Ivaiporã. A vítima foi morta a golpes de pedra, que atingiram a cabeça.
Após ouvir algumas testemunhas, a Polícia Civil prendeu a jovem Adriana Queiroz do Nascimento, 21 anos, que acabou confessando ter assassinado o homem.
O investigador Aparecido Pinto da Silva relatou que testemunhas disseram que Nelson Cassiano estaria em um bar junto com uma mulher loira, pele clara, com cabelos curtos. A vítima foi encontrada segurando um chumaço de cabelo e, com essa pista, a polícia correu atrás da suspeita.
O policial contou que foram realizadas diligências nos locais onde poderia ser encontrada a suspeita, que foi localizada na casa de uma tia, na Vila Monte Castelo. Após fazer a comparação visual do cabelo, que acabou coincidindo, a suspeita acabou confessando o homicídio.
Ela relatou que estava no bar, quando Nelson Cassiano teria conversando com ela e acertado o valor de R$50 para que tivessem um encontro sexual. Ele teria ido até uma esquina e, embaixo de uma árvore, executado o programa. Antes, segundo o depoimento de Adriana Nascimento, ele teria aberto a carteira e mostrado o dinheiro. Meia hora depois, ele pediu para ir ao bar e retornado na sequência, quando alegou que não tinha mais o dinheiro. Neste momento, eles começaram a discutir.
Aparecido Silva disse que, no depoimento, Adriana Nascimento afirmou que Nelson Cassiano começou a agredi-la e, para se defender, ela se apossou de uma pedra de aproximadamente 500 gramas, que estava próxima e acertou a cabeça do homem. As agressões não teriam parado e ela novamente o atingiu com mais um golpe. Nisso, a vítima ficou tonto e ela acertou um terceiro golpe na região da fonte, fazendo com que ele caísse. Antes de sair do local, Adriana Nascimento ainda teria vasculhado os pertences da vítima, tentando achar o dinheiro combinado, mas não encontrou nada. “Ela fala que se defendeu, porque ele a teria agredido primeiro”, contou o investigador.
Após o crime, a mulher teria voltado para o bar e continuado a beber. Além disso, teria sido questionada pelo irmão de Nelson sobre o paradeiro dele.
Com a confissão de Adriana Nascimento, a polícia descarta a participação de outras pessoas no crime, já que ela também afirmou que teria feito tudo sozinha, sem a ajuda de ninguém. O inquérito, que será relatado pelo delegado Algacir Antônio Ramos, deve ficar pronto nos próximos dias e será encaminhando para a Justiça

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