Sites vendiam produtos pela internet, mas não entregavam

Gazeta do Povo

O Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), de Curitiba, divulgou, nesta sexta-feira (2), a conclusão das investigações sobre sites de compras na internet, acusados de vender produtos eletrônicos, mas não entregá-los aos compradores. Segundo a polícia, centenas de pessoas foram lesadas. Três endereços eletrônicos, sob responsabilidade de um casal, faziam parte do esquema.

Segundo informações do site da Polícia Civil, o casal Donaldson Rassolim Filho e Mirian Furquim Lopes é considerado suspeito de estelionato. Eles seriam titulares dos domínios dos três sites (www.momorycardusa.com.br, www.rassolimshop.com.br e www.rashop.com.br). Por meio desses endereços, eles ofereciam produtos eletrônicos a preços, em média, 30% inferiores aos praticados no mercado. Após receberem o pagamento antecipadamente por depósito bancário ou cartão de crédito, eles não faziam as entregas nem ressarciam os consumidores.

A nota divulgada pela Polícia Civil aponta que, além das ofertas tentadoras, os compradores eram atraídos por um atendimento via call center. O grupo teria lesado consumidores em São Paulo, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, e Rio Grande do Sul, além do Paraná.

Orientações

O delegado Demetrius Gonzaga de Oliveira, chefe do Nuciber orienta aos consumidores virtuais a montarem um “dossiê” sobre as transações, imprimindo fichas cadastrais e e-mails de confirmação de compra. “No caso de o consumidor for lesado, os materiais permitem que o Núcleo possa agir mais rapidamente e com maior eficácia”, afirma.

O delegado ressalta ainda que nem sempre o melhor preço significa melhor negócio. Por isso, ele sugere que os compradores procurem por empresas idôneas e tradicionais. “Outra maneira de evitar negócios mal sucedidos é prestigiar o comércio local e não se deixar levar pelos preços sedutores da internet”, conclui.

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