Policiais civis entram em greve a partir de segunda-feira em Maringá e região

A Polícia Civil de Maringá, Londrina e de cidades do norte e noroeste do Paraná decidiram acompanhar o movimento estadual e entrar em greve a partir de segunda-feira (20). Uma assembleia da categoria foi realizada na quinta-feira (16), prazo final para que o governo de Estado apresentasse contraproposta.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina (Sindipol), Ademilson Antônio Alves Batista, o encontro referendou o acordado na quarta-feira, em Curitiba.

“Repassamos para o pessoal a posição da assembleia realizada em Curitiba. E decidimos entrar em greve a partir de segunda-feira, caso o governo não apresente uma contraproposta à nossa reivindicação. Até lá, estaremos desenvolvendo a Operação Padrão nas delegacias”, afirmou.

Em Maringá, sete investigadores lotados na Seção de Investigações e Capturas (SIC) e no Setor de Carceragem da 9ª Subdivisão Policial (SDP), colocaram os cargos à disposição. A decisão foi tomada depois de os policiais serem informados de que o Governo do Estado não havia sinalizado com novas propostas.

A manifestação contra o governo comprometeu o funcionamento da 9ª SDP. Revoltados, os policiais cruzaram os braços e fizeram coro junto aos 57 investigadores e escrivães que seguiram para Londrina, onde participaram da assembleia.

Segundo a delegada sindical Zorá Nepomuceno, com a opção pela greve, serviços de rondas, investigações, expedição de cédulas de identidade, cartas precatórias e Termos Circunstanciados (TC) devem ficar comprometidos.

O registro de boletins de ocorrência fica restrito a casos emergenciais. “Vamos cumprir a lei, mantendo 30% do efetivo nos postos de trabalho”, explicou Zorá.

Policiais ouvidos pela reportagem denunciaram que os serviços de cartas precatórias e TCs estão comprometidos há anos, devido à falta de investimentos em estrutura física e material. “Os computadores entregues há 14 anos pela Secretaria de Estado de Segurança Pública estão obsoletos e muitos deles não funcionam mais.

Temos colegas trabalhando com colete à prova de balas vencido e com apenas 15 cartuchos de munição nas armas, que é o lote máximo repassado anualmente pelo governo”, afirmou Zorá.

O descontentamento atinge também os peritos criminais de Maringá. Tal como a situação vivida pelos policiais civis, a categoria diz que a variação apresentada pelo governo será de 8% a 15% para os peritos oficiais do Instituto Médico-legal (IML) e da Criminalística, enquanto auxiliares de perícia terão aumento entre 28% e 31%.

A proposta não agradou, pois os percentuais estariam muito abaixo do reivindicado pela categoria, que também apontou que os valores ficariam menores que os apresentados às demais polícias.

Os peritos criminais de Maringá também reclamam da sobrecarga e péssimas condições de trabalho, além da falta de equipamentos e materiais. Segundo eles, a Polícia Científica de Maringá possuí apenas 11 profissionais para atender 76 municípios da região noroeste, incluindo áreas das subdivisões de Campo Mourão, Paranavaí e parte de Apucarana.

Odiario.com

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