Exames descartam dengue como causa da morte do presidente da Sabarálcool

O Diário Maringá

A Secretaria Estadual de Saúde divulgou, na noite desta segunda-feira (26), uma nota informando que as duas mortes por suspeita de dengue no Paraná não foram confirmadas por exames laboratoriais. Entre essas mortes está a do empresário Ricardo Albuquerque Rezende, 58 anos, que foi presidente do Grupo Sabarálcool. Ele morreu no dia 15 de março, no Hospital Maringá, por falência múltipla de órgãos. Suspeitava-se que ele havia contraído a doença no Rio de Janeiro.

Os testes foram realizados pelo Laboratório Central do Estado e pelos laboratórios das universidades estaduais de Londrina e Maringá. Os exames coletados foram negativos para leptospirose, febre maculosa e hepatite A e B. Outras doenças, como a hantavirose e a febre amarela, ainda estão sendo investigadas.

Os coordenadores do Programa Estadual de Controle da Dengue afirmam que, apesar da declaração de óbito dos pacientes confirmar a causa da morte como dengue, a informação não constará nos registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

A outra morte com suspeita de dengue foi notificada em Centenário do Sul, no dia 12. O paciente foi encaminhado para Londrina já em estado grave e morreu no dia 13. Os exames coletados também deram negativo para dengue, leptospirose, hantavirose, febre maculosa e hepatite A e B. Outras doenças ainda estão sendo investigadas.

A Secretaria da Saúde divulgou nesta segunda-feira novos dados da doença no Paraná. Foram confirmados 767 casos de dengue, sendo 659 autóctones (em que infecção ocorreu dentro do Estado) e 108 importados. Em Maringá, até sexta-feira (23), foram registradas 135 notificações da doença, sendo oito confirmados.

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