Gaeco processa dirigente de abrigo em Mandaguari

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) de Maringá denunciou à Justiça a dirigente do Centro de Atendimento à Criança, Adolescente e Família (Cecaf) de Mandaguari e dois prestadores de serviços da entidade, por crimes de prevaricação, peculato, falsidade ideológica e tratamento vexatório contra abrigados.

As investigações foram iniciadas em outubro do ano passado, com o objetivo de apurar denúncias de desvios de verbas públicas e maus tratos contras crianças e adolescentes abrigados no Cecaf, uma entidade não-governamental.

Segundo o Gaeco, teriam sido desviados R$ 1,8 mil para conserto do veículo de um dos prestadores de serviço denunciados, o qual também era beneficiado, juntamente com seu neto de 20 anos de idade, com a permissão de se alimentar e de morar na Casa de Abrigo, convivendo com os abrigados, inclusive compatilhando os mesmos espaços em comum, como os chuveiros.

As investigações do Gaeco apontam que a direção da entidade ainda teria favorecido o prestador de serviços e seu neto com o custeio de quatro meses de aluguéis, no valor de R$ 250,00 mensais, após os mesmos se mudarem da Casa de Abrigo.
O MP-PR ainda aponta desvio na ordem de R$ 11.220,00, através de recibos superfaturados. A acusação de falsidade ideológica se deve aos indícios de que teriam sido confeccionados contratos, recibos e notas de prestação de serviços com dados falsos. O MP-PR pediu o afastamento cautelar processual da dirigente do Cecaf.

O Gaeco de Maringá já havia cumprido ordem judicial de busca e apreensão e está em andamento uma auditoria na entidade para apurar outras possíveis irregularidades.

A Promotoria de Justiça de Mandaguari também está tomando providências para garantir o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente. Informações MP

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