No PR, agricultores temem que feijão apodreça por causa da chuva

Do G1 Globo Rural

O agricultor Joel Facin tinha dado início à colheita, mas teve de interromper por causa da chuva. O tempo não dá trégua na região sudoeste do Paraná. A carga de feijão preto e carioca está em cima do caminhão há três dias.

Por causa do excesso de umidade com que o grão está saindo da lavoura, tem agricultor inventando equipamento para secar o feijão ainda na propriedade na tentativa de garantir um preço um pouco melhor na hora da venda.

O equipamento segue o mesmo processo dos secadores industriais, não custou mais de R$ 3 mil, mas deve garantir o preço de R$ 150 na saca de 60 quilos do feijão carioca, bem melhor que os R$ 80 oferecidos pelos compradores quando o produto ainda estava úmido, garante o agricultor Joistel Tabouca.

O sistema conta com três botijões de gás que garantem o fogo. Uma espécie de ventilador faz o calor circular por baixo do produto e em três horas é possível secar 120 sacas.

Nas cerealistas, o fogo também é visto dia e noite. A capacidade de recebimento em uma delas é de oito mil sacas por dia. O dono, Joriel Pasqualato, teme não conseguir secar o produto e a preocupação é que ele comece a apodrecer no armazém.

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