Justiça decreta prisão temporária de suspeito de matar Beatriz

O Diário Maringá

A Justiça de Sarandi, na região metropolitana de Maringá, decretou a prisão temporária (30 dias) de um pedreiro de 43 anos suspeito do rapto, estupro e assassinato da estudante Beatriz Pacheco, 10 anos. O pedreiro foi reconhecido por duas crianças que teriam presenciado o momento em que a menina foi raptada, no dia 17 de junho.

Segundo o delegado José Maurício de Lima Filho, o suspeito reside em uma chácara em Maringá, mas já morou no mesmo bairro onde o ocorreu o crime. Apesar das suspeitas e da prisão, as investigações prosseguem em busca de outros prováveis suspeitos.

Detido na tarde de terça-feira (26), o pedreiro confirmou que esteve em Sarandi no dia do crime e teria dormido em um terreno a 100 metros do local onde o corpo de Beatriz foi encontrado. Segundo a Polícia Civil, uma tia do suspeito contou à polícia que estranhou o fato de o pedreiro ter lavado a roupa que usou no final de semana – uma camisa semelhante à descrita pelo garoto que testemunhou o rapto. Segundo a tia, o pedreiro nunca lavava a própria roupa.

A polícia também ouviu a ex-mulher do suspeito. Ela disse que ele já tentou estuprar uma enteada, na época com 14 anos. O crime teria ocorrido no ano passado e teria sido relatado em boletim de ocorrência.
As características físicas do acusado são semelhantes às descritas no retrato falado. Após ser cientificado do motivo da detenção, o suspeito concordou em ceder sangue para confrontação genética. Ele foi levado ainda na noite de terça-feira ao Hospital Universitário (HU) de Maringá para coleta do material.

O sangue será encaminhado ao Laboratório de Genética Forense da Polícia Civil, em Curitiba. A confrontação será feita com o sêmen encontrado no corpo de Beatriz. A expectativa do delegado é de que o resultado do exame seja entregue entre 15 e 30 dias.

Ainda de acordo com o delegado, a mãe de Beatriz afirmou que o pedreiro conhecia a menina, uma vez que já teria morado no mesmo bairro da família, no Jardim Floresta. “Isso faz entender porque a menina teria seguido o homem até o matagal. Ele seria uma pessoa conhecida da vítima”, explica.

Apesar de negar qualquer envolvimento com o crime, o pedreiro não possui álibi. “Ele falou que passou por alguns lugares em Sarandi, mas sua versão é inverossímil”, disse o delegado. O pedreiro conta que ficou em Maringá até as 16 horas de domingo e que, após este horário, seguiu para a casa de um tio, em Sarandi. Ele também assegurou que as gotas de sangue encontradas em sua camisa seriam dele mesmo.

A Polícia Civil de Sarandi transferiu o pedreiro para uma delegacia da região, por motivos de segurança.

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