Paraná tem 57 novos casos da gripe A em uma semana

Da Gazeta do Povo

O Paraná registrou 57 novos casos da gripe A (H1N1) entre 30 de julho e 06 de agosto deste ano. O número, divulgado nesta segunda-feira (6) pela Secretaria de Estado da Saúde, é menor do que o informado no último boletim, de 87 novos casos.

As mortes causadas pelo vírus também diminuíram. No último boletim foram relatadas oito vítimas. Já esta semana foram duas, ambas na cidade de Ponta Grossa. Em 2012, já foram confirmados no estado 1.043 casos de gripe H1N1 e 35 mortes.

Embora a incidência da doença esteja diminuindo, a Secretaria de Saúde orienta que o alerta deve ser mantido. Qualquer pessoa que tenha sintomas de gripe (febre acima de 38º, dor de garganta e tosse seca) deve procurar imediatamente o serviço de saúde. “Se o medicamento antiviral for prescrito em até 48 horas, a chance de cura é de aproximadamente 100%”, afirma Sezifredo Paz, superintendente de Vigilância da Secretaria da Saúde, em texto publicado pela agência de notícias do governo.

De acordo com informações do boletim, nas duas mortes confirmadas o diagnóstico foi tardio. Uma delas foi a de um paciente de 44 anos, cuja presença de doenças pré-existentes ainda está sendo analisada, e outra de um paciente de 58 anos, que tinha pneumopatia.

O levantamento da Secretaria de Saúde mostra que mais de 60% das mortes por H1N1 em 2012 foram de pacientes que já tinham doenças, como cardiopatia crônica, doença mental, pneumopatia e diversos tipos de câncer. “É essencial que as pessoas com doenças crônicas tenham cuidados redobrados”, afirma o superintendente.

Este ano, o Paraná é o estado da região Sul com menor número de mortes por gripe A. Em Santa Catarina, já são 746 casos e 72 mortes. No Rio Grande do Sul, são 409 casos graves e 52 mortes.

Vacina

Na semana passada, o Paraná recebeu mais 160 mil doses de vacina contra a gripe A, totalizando as 400 mil anunciadas. As doses foram distribuídas proporcionalmente aos 399 municípios. Com o novo lote, a vacinação foi ampliada para crianças de 2 a menores de 5 anos, além daquelas que já faziam parte dos grupos priorizados anteriormente como gestantes, idosos acima de 60 anos e crianças de 6 meses a menores de dois anos.

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Um Comentário

  1. Uma vergonha para o Paraná e para o Brasil, não terem condições para vacinar todas as crianças em idade escolar até o ensino médio. Mas para manter o alto escalão tem vacinas para todos. Para quem realmente está morrendo não existe vacinas… Pense bem…..

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