Paraná tem 100 municípios com risco de epidemia de dengue

Bem Paraná

A Secretaria da Saúde apresentou, ontem, o relatório preliminar sobre as condições estruturais e de recursos humanos disponíveis para o combate à dengue no Paraná. O documento destaca a preocupação com municípios considerados de risco para epidemias, com índices de infestação predial (IIP) acima de 1%. De acordo com o último levantamento da secretaria, 100 municípios têm risco de epidemia e 18 deles estão em estado de alerta, com infestação predial acima de 4%.
Além disso, durante as semanas de inverno, quando as condições do clima teoricamente seriam favoráveis à não proliferação do mosquito transmissor (o aedes aegypti), mais oito municípios confirmaram casos da doença neste ano, e sete de casos autóctones. Desde o começo do ano, são 296 municípios com registros de notificações de possíveis casos, 141 que confirmaram e 93 com casos contraídos dentro do príprio município.
Este ligeiro avanço durante as semanas de inverno de julho a agosto, podem ter relação com as temperaturas que ficaram mais altas que em outros invernos. Como comparação, entre o final de julho e o começo de agosto, algumas regiões, como Norte e Noroeste, chegaram a ter máximas acima dos 30ºC.
Neste mês, se encerrou o ano epidemiológico, que vai do fim de julho de um ano até o começo de agosto do ano seguinte. A sala de situação da dengue também divulgou um boletim comparando os dados da doença entre os períodos epidemiológicos de 2010/2011 e 2011/2012. Desde 2011, o Paraná passou a utilizar uma nova metodologia cronológica para analisar os casos da dengue. O novo calendário leva em conta a curva epidemiológica da doença, que geralmente tem seu pico durante o verão. Com isso, os dados começam a ser analisados em agosto e são fechados em julho do ano seguinte.
Entre 2011/2012 foram registrados 2.400 casos de dengue no Estado, 92% a menos que no mesmo período entre 2010/2011, quando 28.511 casos foram confirmados. A redução também foi constatada no número de casos graves que caíram de 233 para 22. Em relação às mortes a queda foi de 93% (15 em 2010/2011 e uma em 2011/2012).

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