Campanha em Barbosa Ferraz segue tranquila

Tribuna do Interior

Na cidade de pouco mais de 12 mil habitantes, três vereadores disputam a prefeitura. O clima de corporativismo parece dominar a campanha, pelo menos é o que narram os três postulantes ao cargo. Queda na arrecadação é apontada como maior problema.

Luiz Carlos Angeli (PMDB) diz que o conhecimento é seu principal diferencial. Ele está no terceiro mandato de vereador. “Hoje o maior desafio é com a folha de pagamento, são 404 funcionários, com gastos de R$ 700 mil. Se o município não correr atrás de receita terá sérias dificuldades”. Ele conta que o gasto com pessoal já ultrapassou os 53% da arrecadação o que já “acende uma luz vermelha no Tribunal de Contas”.

Angeli relata que Barbosa Ferraz tem 1.450 propriedades agrícolas, que somam 532 km quadrados, composta de pequenos produtores. Ele aposta na emissão de notas para os produtores com o objetivo de aumentar a arrecadação. Segundo ele, embora os agricultores e pecuaristas não precisem pagar imposto ao município sobre a produção, ao emitir notas o município consegue aumentar a participação da divisão do ICMS, imposto estadual. Outra preocupação é a saúde. “Nossa proposta é transformar em hospital regional, junto com o Governo”.

Vereador pelo segundo mandato, Edenilson Miliossi (PPS), ressalta a verba de R$ 3 milhões obtida junto aos governos federal e estadual como marca de seu trabalho. O candidato acredita que a saúde seja a maior deficiência. Para ele, a distância entre a farmácia que fica no hospital da cidade e o posto de saúde é um problema para a população. “Queremos informatizar o posto e aumentar a equipe médica e trabalhar com a saúde preventiva. Hoje temos 17 agentes de saúde, antes tínhamos 30”, enumerou.

Também ciente dos gatos excessivos com folha de pagamento, Miliossi diz que é preciso cortar cargos que existem sem necessidade. Para aumentar a arrecadação ele defende a diversificação agrícola, o incentivo às crocheteiras – cerca de 400, segundo ele.  “Temos que voltar a ter as feiras que tínhamos para vender os produtos e atrair os empresários para comprarem aqui. Além disso, é preciso capacitar o trabalhador do corte de cana para coloca-los no mercado de trabalho e incentivar as facções”.

O prefeitável Gilson Cassol (PT) é vereador pela primeira vez. Ele também aponta a saúde como prioridade e quer distribuir os médicos pelos distritos, pois, conforme ele informa, há cinco distritos, mas o médico só vai em duas unidades de saúde.  “Também temos que melhorar as estradas rurais, a geração de emprego e renda trazendo algumas empresas de facção de Cianorte que têm interesse em vir para cá e dar cursos de formação de costureira para ter emprego à vontade”, declarou.

Quanto aos cortes de gastos, Cassol foi enfático: “vamos ter que diminuir as secretarias, extinguir os comissionados por funcionários em carreira, pois são estes cargos que ganham maiores salários. Um exemplo é minha vice, se ganharmos ela assume a secretaria de Educação e Assistência Social e vai ganhar somente o salário de vice, que é R$ 4.300”.

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