Força Nacional chega a SC para ajudar a conter violência

182936-tropa-da-forca-nacional-esta-em-florianopolisDo G1

O governo de Santa Catarina confirmou na tarde desta sexta-feira (15) que a Força Nacional está em Florianópolis para agir contra a segunda onda de violência que atinge o estado desde o dia 30 de janeiro. A informação é do secretário de comunicação, Claudio Thomas, e do comandante-geral da PM Nazareno Marcineiro. Além disso, a assessoria do governo confirmou que um avião da Força Aérea Brasileira também está em Santa Catarina.

“Acabei de recebê-la [a Força Nacional] no aeroporto, e outra parte ainda vai chegar”, disse Marcineiro. Segundo o comandante a equipe começa a atuar ainda nesta sexta. A Força é composta de policiais oriundos de diversos estados.

O comandante não confirmou quais cidades catarinenses receberão reforços. Segundo ele, o número de policiais que serão empregados é sigiloso, porém, garantiu que a quantidade é mais que suficiente para a missão.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Cesar Grubba, as ações são sigilosas, e serão divulgadas quando forem realizadas. Segundo ele, a secretária nacional de Segurança Pública Regina Miki está em Florianópolis. Na manhã desta sexta, um carro da Força Nacional já havia sido visto em Florianópolis.

Entenda o caso
A segunda onda de atentados em Santa Catarina começou na noite de 30 de janeiro, no Vale do Itajaí. Até as 17h desta sexta-feira (15), a Polícia Militar havia confirmado 101 ataques. Veículos foram incendiados e foram disparados tiros e jogados coquetéis-molotovs contra prédios públicos. As ocorrências foram registradas em 31 municípios: Navegantes, São José, Florianópolis, Criciúma, Itajaí, Palhoça, Camboriú, São Francisco do Sul, Laguna, Araquari, Gaspar, Joinville, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Maracajá, Ilhota, Tubarão, Chapecó, Indaial, Brusque, Blumenau, Garuva, Bom Retiro, São Bento do Sul, Rio do Sul, Porto União, São João Batista, São Miguel do Oeste, Içara, Imbituba e Guaramirim.

O policiamento foi reforçado em todas as regiões. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a suspeita é que as ordens sejam comandadas por uma facção criminosa e partam de dentro dos presídios. As autoridades investigam a relação dos ataques com denúncias de maus-tratos no Presídio de Joinville e com transferências de detentos no sistema prisional do estado. Em Joinville e Florianópolis, são feitas escalas especiais de escolta para os ônibus do transporte coletivo.

Em novembro de 2012, quando aconteceu a primeira onda de atentados, durante sete dias foram confirmados 58 atentados em 16 municípios catarinenses. Os ataques cessaram depois do anúncio da saída do diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

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