Deputado exonera assessor suspeito de liderar quadrilha de contrabando

Do G1

pugliesO deputado estadual Waldir Pugliesi (PMDB) solicitou a exoneração do assessor parlamentar, suspeito de comandar uma quadrilha de contrabando que, de acordo com a polícia, agia no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O funcionário foi preso na quinta-feira (25), durante a operação “Fractal”, e o pedido foi protocolado assim que a investigação se tornou pública.

Com relação aos outros dois assessores, também citados na investigação, até a publicação desta reportagem, Pugliesi não havia decidido se os manteria no cargo.

A operação pendeu ao todo 22 suspeitos, entre policiais militares, civis, delegados, investigadores, auditores da Receita Federal e da Receita Estadual. Segundo a Polícia Federal, responsável pela investigação, o assessor de Pugliesi influenciava algumas autoridades para que policiais e auditores, que faziam parte da quadrilha, fossem encaminhados para locais estratégicos para o sucesso do contrabando.

A ideia era facilitar a passagem do contrabando, especialmente de cigarro, pelas estradas do Paraná. A quadrilha também é suspeita em atuar no segmento de jogos de azar. Ainda conforme a Polícia Federal, com o intuito de otimizar o tráfico de influência, o grupo pretendia provocar o afastamento do comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Roberson Luiz Bondaruk, do cargo.

Ao G1, o assessor jurídico do deputado Thiago de Araújo Chamulera disse que como os outros dois assessores são apenas investigados, Pugliesi estuda a melhor maneira de agir.

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