Delegado da Polícia Civil é preso em Rio Negro suspeito de cobrar propina

Gazeta do Povo

O delegado da Polícia Civil de Rio Negro, região metropolitana de Curitiba, foi preso nesta segunda-feira (29) por receber propina de duas pessoas ligadas aos jogos de azar. O delegado foi detido pelo Grupo Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná enquanto recebia dinheiro de dois proprietários de estabelecimentos que exploram atividades ilícitas relacionadas aos jogos. Os três foram detidos em flagrante, conforme informou o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a pedido do Gaaeco de Santa Catarina, responsável pela investigação do caso. O superintendente da delegacia de Rio Negro foi afastado por suspeita de envolvimento.

O delegado preso foi identificado como Renato Wasthner de Lima. Ele seria remanejado de cidade nesta terça-feira (30), segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil. Lima assumiria o comando da cidade da Lapa, também região metropolitana. Mesmo com a prisão, o novo delegado designado para ser titular de Rio Negro, Silvanei de Almeida Gomes, assumiu o cargo. Agora, Gomes, temporariamente, acumula a Delegacia de Rio Negro e a da Lapaaté que a situação tenha uma solução em definitivo.

A Polícia Civil informou que tanto o delegado preso quanto o superintendente de Rio Negro – que não teve o nome divulgado – foram afastados de suas funções. A Corregedoria do órgão vai investigar o caso e deve pedir já nos próximos dias a instauração de um processo administrativo. Caso o pedido seja aprovado, esse tipo de investigação acarreta ou em uma absolvição ou em recomendação de demissão à Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR).

Investigação

A prisão dos dois policiais civis de Rio Negro faz parte de uma investigação do Gaeco de Santa Catarina, denominadaGame Over II. A operação apura denúncias de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva através do jogo do bicho. Durante esta segunda-feira (29), na região da comarca de São Bento do Sul (SC), foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva. Além dos dois presos em Rio Negro, outros cinco mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão, além de ordem de interdição de duas casas lotéricas, também foram cumpridos na região.

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