Polícia Ambiental prende dois em Fênix

Do Site Tribuna do Interior

pescadores_presos_em_fenix-vv

Valter Velozo/Tribuna do Interior

A Polícia Ambiental de Campo Mourão prendeu duas pessoas em Fênix pelo crime de pesca predatória. A operação foi realizada na madrugada de sexta-feira em conjunto com fiscais do IAP. Os acusados estavam em dois barcos no rio Corumbataí. Vários materiais de pesca também foram apreendidos.

Policia_ambiental-apreensao-redes2Segundo informações, as prisões aconteceram no momento em que os pescadores se dirigiam aos barcos para desarmar as redes. Uma pessoa ainda conseguiu fugir em meio à mata ao perceber a equipe policial. No local, a polícia encontrou 19 redes, cada uma medindo em média 65 metros. Foram retirados das armadilhas 19 quilos de peixes de diversas espécies como, corimba, cascudo, piranha e mandi.

Após a operação no rio, os policiais se deslocaram à residência do pescador que fugiu e acabou apreendendo duas aves da espécie trinca-ferro. Os acusados, o material e as aves foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil de Engenheiro Beltrão. Os pescadores foram autuados em flagrante, sendo arbitrado fiança de R$ 2,5 mil para cada um. A pessoa que fugiu também será processada criminalmente. Os acusados foram ainda autuados pelo IAP e poderão ser multados em até R$ 10 mil cada pela prática.

Segundo informações, já havia na polícia várias denúncias de crimes ambientais contra um dos presos na operação. “Essa pessoa sempre foi alvo de denúncias sobre a pesca predatória, mas não conseguíamos prende-la em razão de não haver o flagrante”, comentou o soldado Cloude Wilson dos Santos. Ele acrescentou que a Polícia Ambiental tem aumentado o número de prisões pela pesca predatória na região.

Piracema

A Polícia Ambiental alerta também para o período de restrição à pesca profissional e amadora no Paraná. O objetivo é garantir a reprodução dos peixes no período chamado de defeso da piracema. A restrição atinge as espécies nativas, como bagre, dourado, jaú, pintado e lambari. A medida inicia em novembro e segue até fevereiro do próximo ano. A pessoa que for flagrada descumprindo a medida está sujeita a penalidades e multas ambientais. Os infratores que desrespeitarem a legislação podem receber multas com valor a partir de R$ 700 por pescador, mais R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, podem ser apreendidos pelos fiscais.

Adicionar a favoritos link permanente.

Deixe uma resposta