Temporais e vendavais são registrados em todo o Paraná e causam estragos

Gazeta do Povo

Temporais, ventos fortes e até granizo são registrados em vários pontos do estado nesta segunda-feira (21). Há registro de destelhamentos, prédios danificados e árvores caídas em diversas cidades. Segundo a Copel, 145 mil domicílios estavam sem energia elétrica até às 22 horas em todo o estado. Em Curitiba, região metropolitana e Litoral, até as 21 horas, pelo menos 38 mil continuavam sem energia .

As chuvas continuam durante a noite, alerta o Instituto Tecnológico Simepar. Equipes da Defesa Civil do estado todo estão em alerta. O tempo instável é causado pelo choque de uma frente fria, que se desloca pelo sul do país, com a massa de ar aquecido que ainda predomina na região. Até às 20h45, não havia registro de vítimas.

Casas ficaram destelhadas pelo menos nos municípios de Guarapuava, Pinhão, Reserva do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Umuarama, Moreira Salles e Medianeira. Nessas cidades, equipes da Defesa Civil e dos Bombeiros trabalham para conter os danos das chuvas e distribuem lona para tapar os buracos das casas com telhado danificado.

O número de cidades afetadas, porém, deve aumentar bastante nas próximas horas, de acordo com a Defesa Civil. Isso porque as equipes fazem o trabalho de atendimento e só depois registram a ocorrência no sistema. Somente depois de formalizada a ocorrência é possível saber o número de pessoas e edificações afetadas e o grau dos danos causados pelos temporais. O balanço geral só deve ser divulgado nesta terça (22) pela manhã.

Os maiores focos de temporais são nas regiões norte e noroeste do estado, de acordo com o Simepar. Houve chuva forte com granizo entre Campo Largo e Araucária, na região metropolitana.

Em Marechal Cândido Rondon, os ventos chegaram a 119,5 quilômetros por hora (km/h) durante a tarde. A velocidade foi de 106,2 km/h em Dois Vizinhos e de 97,9 km/h em Assis Chateaubriand.
Vendavais também atingiram Apucarama, Icaraíma, Ponta Grossa, Maringá, Cerro Azul, Apucarana, e Telêmaco Borba, segundo o Simepar. A título de comparação, os ventos no Centro de Curitiba no temporal do início do mês foram de 80 quilômetros por hora.

Em São Miguel do Iguaçu, no oeste do estado, a quadra coberta de um colégio foi totalmente destruída, de acordo com os Bombeiros da região. Muitas casas foram destelhadas e outras edificações foram danificadas. Não há registro de vítimas ou pessoas machucadas.

Mais um “dia do caos” – como o que aconteceu no último dia 3, quando árvores foram arrancadas, semáforos foram apagados e 19 bairros de Curitiba ficaram sem luz –, porém, foi descartado pelo Simepar. “Agora é uma chuva mais distribuída, que acaba sendo um pouco menor, apesar da intensidade moderada a forte”, diz Vanessa D’ávila, técnica em meteorologia do instituto.

Queda de energia

Por volta das 22 horas desta segunda-feira (21/10), segundo levantamento da Copel, 145 mil domicílios estavam sem energia elétrica em todo o estado. As regiões mais afetadas são: Norte, que possui cerca de 50 mil domicílios sem luz, e a região Leste, com 34 mil domicílios sem luz.

O temporal começou por volta das 14h nas regiões oeste e sudoeste. Em Maringá, Londrina e Curitiba, o temporal começou no fim da tarde.

A falta de luz foi causada principalmente pelo vento forte e pelas descargas atmosféricas.

Para restabelecer a energia de todos os consumidores, a Copel mobilizou mais de mil eletricistas em todo o Estado. Dentre os trabalhos que estão sendo realizados, os mais complexos consistem na substituição de postes quebrados e na retirada de árvores que caíram sobre a rede elétrica.

Os trabalhos das equipes vão continuar pela madrugada e a previsão é que a situação seja normalizada até a manhã desta terça.

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