Operação policial apreende 100 mil bonés falsificados em Apucarana

Do G1

bones_apucaranaCerca de 100 mil bonés falsificados foram apreendidos durante operação realizada pelo Ministério Público (MP) em Apucarana, no norte do Paraná, na quarta-feira (13). Segundo a promotoria, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em fábricas de confecções da cidade, que é conhecida como “capital brasileira do boné”. Quatro pessoas foram autuadas em flagrante por crime contra a relação de consumo e liberadas na noite de quarta-feira.

Foram apreendidas também cerca de 300 mil etiquetas e outras identificações falsificadas de marcas conhecidas. Representantes comerciais de várias marcas acompanharam a fiscalização e ajudaram os fiscais a identificar os produtos falsificados. “Os mandados desta quarta-feira foram cumpridos por indícios que tínhamos de empresas que estão produzindo esse material contrafeito ou pirata. Em quatro desses locais existiam uma quantidade grande de material”, explicou o promotor público Vilmar Fonseca.

De acordo com o MP, a maioria dos produtos piratas confeccionados em Apucarana abastece lojas populares de grande movimentação em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Nós temos informação que, quando há essas apreensões grandes em Apucarana, chega até a faltar mercadorias nesses grandes comércios, como a 25 de Março, em São Paulo”, disse o promotor.

O apelido de “capital do boné” é decorrente das várias fábricas de confecção que estão instaladas em Apucarana. Para o promotor, isso acabou acarretando na grande produção de produtos falsificados. “Junto com essa produção de bonés na cidade, começou a se fabricar esse produto pirata. A gente percebe que as empresas começam a produzir gradativamente esse material, e com o tempo passa a produzir quase integralmente produtos pirateados”, analisou Fonseca.

O promotor informou que as pessoas autuadas também estão sujeitas a responder pelo crime de violação de marca, caso as empresas detentoras dos direitos entrem com alguma ação na Justiça. Desde o começo do ano, o Ministério Público já realizou três operações na cidade, e mais de 300 mil peças foram apreendidas. Fonseca afirmou que os trabalhos de fiscalização vão continuar na cidade.

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