Cai adesão de escolas à greve do sindicato dos professores

Levantamento feito pelos 32 Núcleos Regionais de Educação do Paraná mostra que apenas 15,92% das 2.149 escolas estaduais paralisaram totalmente as atividades nesta quinta-feira (24). Cerca de 24% dos colégios funcionaram normalmente, enquanto 60,1% das unidades da rede estadual tiveram atendimento parcial.

Os números mostram que a adesão total está caindo, com mais escolas funcionando parcialmente. Os professores que não aderiram à paralisação, e estão trabalhando com os alunos, não precisam repor os dias letivos. Em alguns casos, os professores poderão estabelecer propostas apenas para os conteúdos curriculares.

A Secretaria da Educação explica que as escolas estaduais devem ficar abertas para receber os alunos. Os professores que não aderirem à paralisação organizada pelo sindicato da categoria precisam ter condições de trabalhar normalmente, independente do número de alunos presentes, para que possa ser considerada a carga horária ofertada ao aluno e cumprida pelo professor.

Nesta quinta-feira (24), os Núcleos Regionais de Educação receberam novos relatos sobre professores que queriam trabalhar e foram impedidos de entrar nos colégios por manifestantes. Os casos serão apurados pelas ouvidorias dos núcleos.

A secretaria orienta os pais a procurarem os diretores das escolas para saber como está a organização da unidade em função da greve. Caso não haja aula, os responsáveis pelos alunos devem ser informados quando será feita a reposição dos horários perdidos, um direito dos alunos.

REUNIÃO – O governador Beto Richa recebeu nesta quarta-feira (23), no Palácio Iguaçu, representantes do sindicato de professores da rede estadual e disse que o Governo do Estado fará tudo que estiver ao seu alcance para atender as reivindicações da categoria. “Sabemos da importância da educação para a sociedade, e ela continuará sendo tratada com prioridade, como sempre foi desde o início do nosso governo”, destacou. “Avançamos e estamos construindo juntos soluções que atendam as duas partes, governo e professores”, completou o secretário da Educação, Paulo Schmidt.

 

Adicionar a favoritos link permanente.

Deixe uma resposta