Instituto EMATER e EMBRAPA SOJA DE LONDRINA Instalam unidade de referência em todo Estado para MIP/MID (Manejo Integrado de Pragas e Doenças) com os Produtores

DSC03075Através do Projeto Grãos do Instituto EMATER e dos Programas do Governo do Estado Plante Seu Futuro, juntamente com a EMBRAPA Soja de Londrina, foram instaladas em vários municípios da região e do Estado unidades de Referência, principalmente para Manejo Integrado de Pragas e Doenças nas lavouras de soja. Segundo o Engenheiro Agrônomo do Instituto EMATER Msc Vagner Mazeto, foi instalado duas áreas em São João do Ivaí, duas em Candido de Abreu através da EMATER, uma em Ivaiporã, Pitanga e Barbosa Ferraz através da Cooperagro, estas áreas são monitoradas semanalmente.

DSC03057Os níveis de pragas nas lavouras são quantificados pelo pano de batida e ficha de anotações e os índices necessários para aplicação são fornecidos pela pesquisa. No ano passado houve uma gama muito grande de pragas e doenças que não atacavam a cultura da soja que por não ter outras culturas instaladas e nem rotação de culturas, estas pragas foram aumentando. Exemplos são as lagartas da maçã do algodoeiro, Lagartas do cartucho e espiga do Milho e por final a lagarta Helicoverpa armigera terror de algumas lavouras da Bahia. Com o surgimento destas lagartas houve o que se chama de um grande terrorismo na cabeça dos agricultores que aplicaram várias vezes para estas lagartas e produtos que chegam a R$ 600,00 o litro. Neste ano, com ocorrência da seca nas instalações das lavouras, houve grande preocupação que na maioria tiveram que replanta-la e algumas até plantio da área total novamente.

Segundo Mazeto, o monitoramento de pragas, principalmente o de lagartas e percevejos e as quantidades que provocam danos à lavoura devem ser acompanhados semanalmente pelos produtores e assessorado por um técnico que através do pano de batida e as fichas de anotações é possível estatisticamente prever a quantidade de pragas que existe na lavoura e se é o momento necessário para aplicação. Fato é que, nas áreas acompanhadas até o presente não tinha sido realizada nenhuma aplicação para o controle de Lagartas e Percevejos, pois os inimigos naturais e as condições climáticas faziam o controle e em várias lavouras do município foi realizado de 3 a 4 aplicações, inclusive com fungicida. Com o monitoramento de pragas os produtores não dependem tanto de aplicações de inseticidas, que na sua maioria, são tóxicos ao ser humano, caro e altamente prejudicial ao meio ambiente.

Também em duas unidades da região de Ivaiporã uma em São João do Ivaí e outra em Candido de Abreu foram instalados os coletores de esporos dos fungos que coletam as estruturas de reprodução que provocam as doenças da soja e depois trazido ao escritório e analisado as lâminas através de microscópio para ver se existem doenças e até o momento não observou esporos de ferrugem nos coletores e a maioria dos produtores já fizeram uma aplicação. Temos que tomar cuidado, pois segundo a EMBRAPA a maioria dos fungicidas não está funcionando, pelo fato das grandes quantidades de fungicidas utilizados sem necessidade. Nessa semana esta ocorrendo grandes precipitações pluviométricas que poderá favorecer o ataque de pragas e doenças, por isso quem acompanha e entende o monitoramento economiza dinheiro e ajuda o meio ambiente.

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