Polícia Civil investiga entrada de celulares no minipresídio de Apucarana

Cindy Annielli, em Tribuna do Norte

Foto: Dirceu Lopes

Foto: Dirceu Lopes

A Polícia Civil interceptou ontem a entrega de 21 celulares aos detentos do Minipresídio de Apucarana. Os aparelhos estavam escondidos dentro de pacotes de café e farinha armazenados na cesta de mantimentos providenciada pela Pastoral Carcerária, vinculada à Igreja Católica.

Inicialmente, a polícia chegou a suspeitar da participação de pessoas ligadas à entidade e ao mercado onde a compra dos alimentos é realizada. Entretanto, a hipótese foi descartada após análise de imagens das câmeras de segurança do estabelecimento que denunciaram todo esquema.

Duas pessoas, supostamente familiares de detentos, foram presas. De acordo com o delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), a filmagem mostra quando duas pessoas chegam no mercado e substituem os pacotes de café e farinha na prateleira do estabelecimento. “A pessoa já tem conhecimento de qual produto foi solicitado pelo preso, vai até o mercado e faz a troca.

Uma das pessoas evolvidas ainda perguntou a hora que a pastoral entregou a lista”, conta.  Para Jacovós, isto pode explicar como dezenas de celulares entram constantemente na unidade prisional. No último bate-grade, a polícia retirou mais de 20 aparelhos da cadeia. “As pessoas que fazem visita passam por vistoria.

Se algo é encontrado é apreendido na hora e a pessoa presa. Por isso, acredito que isto estava acontecendo já há algum tempo”, comenta. BENEFÍCIO O benefício concedido pela Pastoral Carcerária é realizado toda sexta-feira.

Os presos criam uma lista de produtos, que inclui alimentos e itens de higiene pessoal, e entregam certa quantia em dinheiro para a coordenação providenciar a compra. Os detentos ainda têm direito a receber mantimentos destinados por parentes toda segunda-feira e visitas às quintas.  “Nosso trabalho envolve a questão de pregação religiosa e ações em benefício os presos. A compra dos mantimentos é uma ajuda de boa fé. Fiquei muito decepcionado, porque a atitude dos presos me coloca como suspeito”, disse o coordenador da Pastoral Carcerária, Carlos Ferreira de Andrade.  A polícia vai apurar, com base nas solicitações, quais os presos que receberiam os celulares. Segundo o delegado-chefe, eles serão punidos criminalmente.

http://tnonline.com.br/noticias/apucarana/45,316039,17,01,apucarana-policia-civil-investiga-entrada-de-celulares-no-minipresidio.shtml

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