Professores relatam abusos da PM em protesto no Paraná; MP vai apurar excessos

Do R7

Confronto de servidores e tropa de choque da polícia militar que ocupam a Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico.  Fotos: Giuliano Gomes

Confronto de servidores e tropa de choque da polícia militar que ocupam a Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico. Fotos: Giuliano Gomes

Depois do dia de conflito entre professores e policiais militares em Curitiba, no Paraná, o saldo é de 200 feridos, sendo oito em estado grave, 17 policiais presos, e muitos relatos de quem foi vítima da violência. O Ministério Público do Paraná informou que abriu um processo para investigar as responsabilidades por eventual excesso na repressão das manifestações.

A professora Vera Machado publicou em um grupo nas redes sociais o depoimento em que diz “sou professora da rede estadual do Paraná. Meu esposo é professor da rede estadual do Paraná. Estamos de luto pela educação pública. De luto pela ausência das liberdades democráticas. Não estamos de luto pelo ação do Poder Executivo do Paraná, pois não esperávamos outra atitude que não fosse autoritarismo, arbitrariedade e violência. Estamos de luto pela Instituição da Polícia Militar e pela atuação violenta do efetivo em serviço hoje, em Curitiba, pois por incrível que pareça, seus filhos são nossos alunos e eles, funcionários públicos”.

Entre os muitos relatos é possível perceber a tristeza, como relata Clarice Oliveira “de repente, sinto uma vontade imensa de escrever, mas as palavras me escapam pelas mãos. Estão arredias, fujonas mesmo. Hoje estou compreendendo a dificuldade de um Ferreira Gullar quando compara a arte de criar poemas, com escolher feijão. Não quero ser poetisa, longe de mim ter esse dom, me acho incapaz, mas quero e preciso falar um pouco, desabafar sobre o que vivemos hoje no Paraná.”.

A confusão começou por volta das 15h, no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa, quando os deputados estaduais começaram a sessão para votar um projeto de lei que altera a previdência estadual. Os professores teriam tentado romper perímetro de segurança que a Polícia Militar traçou em torno da Assembleia Legislativa. A PM reagiu com bombas de gás, balas de borracha e jatos de água. Os manifestantes recuaram, mas os policiais continuaram jogando bombas de efeito moral. Um cinegrafista da Band foi atacado por um cão da raça pit bull. leia Mais

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2 Comments

  1. É facil bater em pessoas de bem, ainda desarmadas, o Governador Beto Rixa vai levar esta carga que era desnecessária pra vida toda UM DIA MANDOU BATER NOS SERVIDORES que carrega o ESTADO nas costa.

    • E promovem caravanas pra fica semanas , meses sem compromisso de dar aulas para as crianças .
      Para uma sem vergonhice dar nisso e tudo por causa do maldito dinheiro .
      Não é preciso só abrir os olhos , quem sabe cala quem não sabe é quem mais fala .

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