Sanepar vistoria ligações de esgoto em Ivaiporã e conversa com empresários

Sanepar vistoria ligações de esgoto em Ivaiporã e conversa com empresários. Fotos: sanepar Ivaiporã

Sanepar vistoria ligações de esgoto em Ivaiporã e conversa com empresários.
Fotos: sanepar Ivaiporã

Depois de um mês de trabalho, já são visíveis os resultados das vistorias feitas pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) nas ligações de esgoto de Ivaiporã. Entre as principais irregularidades encontradas, estão o lançamento de água da chuva e de estopas, óleos e graxas na rede coletora, que comprometem a eficiência do tratamento do esgoto. Com as vistorias, muitos moradores e empresários corrigiram irregularidades e já houve redução na chegada desse material à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Pindauvinha.

“Antes, eram retirados balaios de estopa suja de graxa. Agora, até a coloração do esgoto melhorou”, afirma o técnico Severo Aparecido Cremer, um dos que atuam nas vistorias. Outro indicador de melhoria é a diferença de temperatura do esgoto na entrada e na saída do reator. O técnico químico Antonio Paulo Mancino, responsável técnico pela ETE, explica que, como o processo de tratamento é biológico, na saída do reator a temperatura deve estar mais alta do que na entrada, o que já está acontecendo. “O óleo e a graxa estavam matando as bactérias e o processo estava com baixa eficiência”, afirma.

Também melhorou o pH (Potencial Hidrogeniônico), que estava um pouco abaixo da faixa recomendável. “Agora já equilibramos”, garante. Outros parâmetros, como as demandas química e bioquímica de oxigênio (DQO e DBO), vão levar mais de 20 dias para serem analisados. “Esses indicadores requerem mais tempo e apontam a qualidade do efluente”, afirma.

Até dezembro, a Sanepar pretende concluir as vistorias no total de 30,4 km de rede em toda a cidade. Atualmente, os trabalhos estão sendo realizados no centro e na Vila Santa Maria, nos imóveis residenciais, industriais e comerciais. Depois deste primeiro mês, os imóveis começam a passar por uma segunda vistoria. De acordo com o técnico Severo Cremer, o trabalho tem sido de orientar o que pode e o que não pode ser lançado na rede coletora. “Explicamos a importância de ter a caixa de gordura e a relação que tem entre o que eles jogam na nossa rede e o processo de tratamento. A maioria compreende e colabora”, afirma.

REUNIÃO COM EMPRESÁRIOS – Para entender melhor o processo de vistorias e regularização dos imóveis, empresários do ramo de oficina mecânica reuniram-se no início de julho com técnicos e o gerente regional da Sanepar de Apucarana, Luiz Carlos Jacovassi.

Segundo os empresários, a falta de galeria pluvial em algumas ruas da cidade contribui para que haja ligações irregulares à rede de esgoto. “No início, a abordagem da equipe da Sanepar nos deixou apreensivos. Mas agora entendemos melhor todo o processo”, afirma José Carlos de Souza, dono de uma loja de peças e oficina.

Ele conta que na sua empresa já havia caixa de separação de óleo e graxa e tambor para óleo queimado e estopa. “Entendo a importância do trabalho da Sanepar e quero ser parceiro para ajudar a transmitir essas orientações para outras empresas”, afirma.

O empresário Huillian César Melo da Silva, que preside a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Ivaiporã (Acisi), avalia que a reunião com a Sanepar foi bastante proveitosa por ter esclarecido dúvidas. “Participei da reunião como empresário e não como presidente de entidade, mas estamos à disposição para convidar filiados da Acisi para participar de novas reuniões porque é um assunto que interessa a todos”, diz.

O gerente da Sanepar Luiz Carlos Jacovassi afirma que a participação da comunidade é fundamental para a melhoria do processo de tratamento de esgoto. “A rede e as estações são projetadas para receber o esgoto doméstico. As irregularidades comprometem a eficiência do processo de tratamento, que é biológico. As vistorias visam orientar para que as pessoas regularizem as ligações dos imóveis e façam uso correto da rede. O trabalho em parceria traz benefícios para toda a cidade, com reflexos nas condições ambientais e de saúde da população”.

Adicionar a favoritos link permanente.

Deixe uma resposta